Maestro titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba, o carioca Thiago Santos foi o primeiro latino-americano contemplado com a bolsa de estudos Leverhulme Arts Scholar para o renomado programa de regência orquestral do Royal Northern College of Music, na Inglaterra, sob orientação de Clark Rundell e Mark Heron. Entre 2014 e 2016, atuou como regente assistente das orquestras BBC Philharmonic e da Royal Liverpool Philharmonic, colaborando com renomados maestros como Juanjo Mena, Vasily Petrenko, Yan Pascal Tortelier, Ton Koopman e John Storgards.

  

No Brasil, dirigiu a Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica de Porto Alegre, Sinfônica de São José dos Campos, Sinfônica da UFRJ, entre outras. Na Inglaterra, também trabalhou com a Stockport Symphony, Nottingham Philharmonic e Manchester Camerata. Ainda na Europa, regeu a Bohuslav Martinu Philhamonie (República Tcheca) e U Artist Festival Orchestra (Ucrânia).

Vencedor do Concurso para Jovens Regentes da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (2011), em 2015, foi um dos 10 semifinalistas na Antal Dorati Competition, na Hungria, competição que reuniu mais de 120 regentes de diversos países. No mesmo ano, colaborou com membros da Mahler Chamber Orchestra regendo masterclasses orquestrais para jovens músicos na Inglaterra.

Seu repertório compreende música sinfônica, coral e ópera, do barroco à música contemporânea, tendo dirigido estreias mundiais de inúmeras obras no Brasil e no exterior. Estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro dirigindo a montagem da ópera Savitri, de Gustav Holst, e ainda colaborando em outras produções como Lo Schiavo, de Carlos Gomes, e Jenufa, de Leos Janacek.

Defensor da música brasileira, Thiago ainda é um estudioso da obra de José Maurício Nunes Garcia e de Francisco Braga. Também colabora com a Academia Brasileira de Música através edições e revisões de obras de importantes compositores brasileiros, tais como: Heitor Villa-Lobos, Francisco Braga, Henrique Oswald, Mário Tavares e José Siqueria.