Thiago Santos tem sido apontado como um dos mais promissores jovens regentes brasileiros da atualidade. Após atuar como maestro assistente da BBC Philharmonic e da Royal Liverpool Philharmonic, na Inglaterra (2014-2016), retornou ao Brasil e desde então tem dirigido diversas orquestras pelo país, dentre elas: a Sinfônica Nacional-UFF, Sinfônica da UFRJ, Sinfônica de Sergipe e Sinfônica Jovem de Goiás. Desde 2018 é Diretor Artístico da Associação Musical Alegro e Maestro Titular da Orquestra Jovem Alegro (Curitiba-PR).

 

Foi maestro titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba. Também trabalhou com a Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica de Porto Alegre e Sinfônica de São José dos Campos. Na Inglaterra, trabalhou com a Manchester Camerata, Stockport Symphony e Nottingham Philharmonic. Ainda na Europa, regeu a Bohuslava Martinu Filharmonie (República Tcheca) e U Artist Festival Orchestra (Ucrânia). Em 2015, foi selecionado para reger os masterclasses orquestrais da Mahler Chamber Orchestra para jovens músicos. Como maestro assistente, colaborou com maestros como Juanjo Mena, Vasily Petrenko, Sir Mark Elder, Vassily Sinaisky, Yan Pascal Tortelier, Andrew Manze e Ton Koopman.

 

Seu repertório compreende música sinfônica, coral e ópera, do barroco à música contemporânea, tendo dirigido estreias mundiais de inúmeras obras no Brasil e no exterior. Estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro dirigindo a montagem da ópera Savitri, de Gustav Holst, e ainda colaborando em outras produções como Lo Schiavo, de Carlos Gomes, e Jenufa, de Leos Janacek.

 

​Defensor da música brasileira, Thiago ainda é um estudioso da obra de José Maurício Nunes Garcia, de Francisco Braga e José Siqueira. Também colabora com a Academia Brasileira de Música através edições e revisões de obras de importantes compositores brasileiros, tais como: Heitor Villa-Lobos, Francisco Braga, Henrique Oswald, Mário Tavares e José Siqueira. É ainda professor da Academia de Regência do Sistema Nacional de Orquestras Sociais, um programa da FUNARTE em convênio com a Escola de Música da UFRJ.

 

Em janeiro de 2020, lançou um projeto de formação de plateia para a música clássica através das redes sociais, o canal Bebendo o Concerto. Em abril do mesmo ano, o Bebendo o Concerto foi uma das iniciativas premiadas pelo edital “Cultura Presente nas Redes”, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, com o projeto “Oficina de Escuta Beethoven 250”.

 

Venceu o “Concurso para Jovens Regentes” da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (2011). Thiago Santos foi o primeiro latino-americano contemplado com a bolsa de estudos Leverhulme Arts Scholar para o renomado programa de regência orquestral do Royal Northern College of Music, na Inglaterra, sob orientação de Clark Rundell e Mark Heron. Cursou bacharelado e mestrado em regência na UFRJ com André Cardoso. Outros mentores foram: Giancarlo Guerrero, Marin Alsop, Ernani Aguiar, Fábio Mechetti, Ronald Zollman, Donald Schleicher e Guillermo Scarabino.